segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Globalização e Cultura

Fonte a imagem: Jornal Livre
A abertura econômica facilitou a globalização, essa abertura que ao mesmo tempo criou uma interdependência entre as economias globalizadas, gerando desigualdades, facilitou também o intercâmbio cultural.

A globalização é conseqüência de uma série de acontecimentos. Atualmente as mudanças tecnológicas, principalmente através da internet e TV nos possibilitam um contato mais direto com outras culturas e essas ferramentas também possibilitam que outras nações conheçam melhor nossa cultura, que não é só carnaval e futebol.

Um país não cresce enquanto não valoriza a cultura de seu povo, além de valorizar o que já existe, devemos ter uma política de melhoria contínua da cultura local. Que a cultura seja colocada na praça como um produto muito importante para o desenvolvimento do país, tanto econômico quanto intelectual.

A nova economia globalizada se baseia no conhecimento, portanto mais um motivo para incentivarmos a cultura, que ajuda os indivíduos a pensarem, agirem e criarem. Ela não pode ser privilégio de apenas uma minoria e sim deve estar acessível a toda a população. Pode ser um meio de transformação da realidade, devido ao seu poder criativo e transformador.

Os EUA ainda são vistos como um país imperialista por muitos, pois além de seu costume intervencionista e de seu poder econômico, dominam culturalmente grande parte do planeta, através principalmente da sua produção audiovisual.

Fatos como o atentado de 11 de setembro estão fazendo os EUA repensarem sua imagem no exterior e a política cultural é um meio estratégico no objetivo de melhorar essa imagem.

O Brasil também pode trabalhar nesse sentido, através da valorização de uma cultura de qualidade, levando o público de encontro à cultura, a sua própria cultura, porque é ele que faz a cultura de um país, não só através de manifestações artísticas, mas também pelo entendimento dos seus próprios costumes, sua identidade. Claro que não podemos fechar o país para o mundo exterior, mas também devemos valorizar o que temos aqui, que é produto de uma nação altamente miscigenada desde o início, que graças também a isso, tem uma das culturas mais ricas do planeta.

Um exemplo de incentivo à cultura no Brasil é a Bahia, que foi um dos Estados brasileiros com maiores dispêndios culturais em 2003 (Dispêndios com políticas culturais 2003 IPEA). É um Estado rico em criatividade, diversidade e identidade cultural, identidade essa construída através das miscigenações, do sincretismo religioso, fusões de músicas afro, reggae jamaicano, samba e outros ritmos.

A globalização pode gerar a homogeneização cultural, algumas vezes podem existir resistências das culturas locais e outras a hibridação das culturas.

A homogeneização normalmente gera uma cultura comercializada, voltada para o entretimento. Eu acredito que a cultura deve estar inclinada para a valorização da arte, continuando ou renovando diferenças simbólicas.

Entre as três esferas governamentais, os municípios são os que mais investem em cultura.

Porto Alegre é um município onde se investe em cultura, mas pode incrementar ainda mais esse incentivo, pois é um povo com grandes capacidades poéticas e intelectuais e de uma forte identidade cultural.

Sobre o autor: Raul Campani é formado em Artes Plásticas e pós-graduado em Gestão Cultural. Trabalha como bancário e desde 2010 dedica-se à criação deste blog. Gooogle + | Facebook | Twitter

Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. MUITO BOM MESMO,A CULTURA É PRA TER EM TODO PAIS.CADA PAIS COM ´´A SUA.

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