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domingo, 25 de julho de 2010

Meu pai, meu ídolo

De Sônia Campani, ao jornalista Paulo Moura:

Ídolos não morrem, nós os cultuamos dentro de nossos corações.

Meu pai foi um grande profissional, um mestre que deixou muitos seguidores. Tinha duas famílias: a família do casamento e a família do trabalho. Todos eram seus filhos queridos. Vou sentir muito a sua falta, perdi um grande amigo, dos momentos bons e ruins, um grande parceiro de vinho e de bagunça.


Quando fecho os olhos, vejo o meu pai, com os braços cruzados, sacudindo a cabeça e falando: "Que barbaridade! Isso são horas de chegar?" Ou, quando ligava para ele, falava: "Hein! Fala Sônia."

Lembro também, dos seus passos lentos e do seu radinho de pilha atrás do ouvido: "Fiquem quietos, tá na hora da loteria!"

Deixo aqui alguns trechos da música de Fábio Jr., que representa o que estou sentindo neste momento:
Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...

Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...

Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai! Paz!...

Sobre o autor: Sônia Campani é artista da Gastronomia e cantora nas horas vagas Facebook | Twitter

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