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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Quem decide o que é arte?

Alguns meses atrás, o Fronteiras do Pensamento publicou uma nota bem interessante no Facebook, com este título: "Quatro rápidas visões sobre a arte: quem decide o que é arte e o que a arte representa?", citando quatro vídeos de seu canal no YouTube.

Abaixo, dois dos vídeos, que falam mais especificamente sobre quem decide o que é arte:

1 – Tom Wolfe: quem decide os grandes nomes da arte não são os críticos, é o composto da arte



Conforme o Fronteiras do Pensamento, Tom Wolfe integra o conjunto de pensadores da obra "Pensar a cultura", com a conferência "O espírito de nossa época", em que critica o comportamento dos intelectuais contemporâneos e traça uma divisão entre arte e produtos culturais — criados para o que ele chama de "aristocracia cultural" –, consumidora de uma arte inacessível para a maior parte da população. Segundo Wolfe, a situação só tende a piorar pela má educação que os adultos dão às crianças e pela inversão dos valores aos quais estamos submetidos.

2 – Carlo Ginzburg: o Mercado da arte é formado por influência da mídia



Estas visões ratificam ainda mais o que penso em relação ao que é definido como arte e consequentemente quais obras são vistas como tal: são algumas instituições que definem, e não falo apenas em instituições como entes públicos ou privados que sejam Pessoas Jurídicas, mas também as Pessoas Físicas que têm grandes influências no setor. Existe a necessidade de ter o "aval" de alguns poucos que definem o padrão a ser seguido, mesmo que eles digam que não exista mais nenhum padrão.

A influência do mercado também é grande, ninguém quer investir em quem não dá retorno, nem que seja em termos publicitários, os patrocinadores querem mostrar a sua marca, geralmente valorizando mais espetáculo do que arte.

Site do Fronteiras do Pensamento: www.fronteiras.com

Sobre o autor: Raul Campani é artista plástico pós-graduado em Gestão Cultural. Flerta com a música, gosta de filosofia, aficionado em genealogia e trabalha como economiário.YouTube|Facebook|Instagram

Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. Oi Raul!!!

    Muito interessante este seu post, eu não sou uma conhecedora profunda de arte, mas penso que como tudo há vários interesses financeiros por trás... o que acaba interferindo nas decisões, infelizmente, eu acho que deveria predominar a arte genuína e os interesses financeiros virem depois como consequência... é a indústria cultural... talvez muitas coisas boas fiquem de fora por priorizarem os interesses mercadológicos em primeiro lugar quando deveria ser o contrário...
    Adorei o que você falou sobre Platão, tu és também muito culto e inteligente!!!
    Bjs :)

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    1. Olá Bia,
      Você está certa quanto às questões da arte e a influência dos interesses financeiros. Mas quanto a eu ser muito culto e inteligente não é verdade, eu apenas procuro compartilhar algumas coisas que aprendi, mas mesmo assim, obrigado pelo elogio!
      Bjs.

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