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domingo, 8 de junho de 2014

A Música

A um tempo atrás eu estava lendo uma postagem relativa ao Dia Mundial da Música, no blog Penso Logo Existo da Bia,  que achei interessante, o qual dizia o seguinte:
“A música para Franz, é a arte que mais se aproxima da beleza dionisíaca concebida como êxtase. Dificilmente nos atordoamos com um romance ou um quadro, mas podemos nos extasiar com a Nona de Beethoven, com a Sonata para dois pianos e percussão de Bartok e com uma canção dos Beatles. Gostava igualmente do rock e de Mozart. Para ele, a música é libertadora. Gosta de dançar e lamenta que Sabina não compartilhe com ele esse prazer.”

Trechos do livro A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera

Ao ler isso, fiz um comentário, o qual a autora do blog achou interessante que eu colocasse em um post no meu blog, então seguindo a sua sugestão, aí vai:

Realmente, a música nos transmite muitas sensações e cria em nossa alma um clima que, se ela não existisse naquele momento, provavelmente não estaríamos tendo os mesmos sentimentos.

Acredito que seja a arte que mexe mais facilmente com o nosso interior, mas também vejo que as outras artes (nas quais muitas vezes nossos sentidos devam ser mais aguçados para isso) também são capazes de mexer bastante com a gente, mas dependendo de muitas variáreis (como o tipo de arte, a cultura da pessoa, a sensibilidade) não são tão fáceis de nos atingir, até porque no Brasil a música tem uma grande popularidade e está impregnada em nossa cultura.


Porém o autor acima não é brasileiro, no fundo, acho que esse sentimento seja universal, e também a música nos pega mais desprevenidamente, não adianta virar a cara pra ela na rua. Dá a impressão, muitas vezes, que ela está no ar, pois não podemos vê-la, talvez isto reforce o sentimento de que ela toque mais fundo em nós. Enfim, há muito a que se discutir sobre isso.


Mas eu, como um criador de obras visuais, não posso também deixar de dizer que as artes plásticas podem ser muito perturbadoras, avassaladoras, provocar muitos sentimentos, lembranças e pensamentos, além da capacidade, assim como qualquer outra arte, de mexer com o que há de mais profundo em nossa alma, desde que ela toque em algo que se relacione com o nosso interior e com as preferências estéticas que temos.

Já que o texto acima cita a Sonata para dois pianos e percussão de Bartok, coloquei abaixo um vídeo com essa música, que na verdade não é uma música popular, inclusive de difícil assimilação para algumas pessoas, mas se prestarmos bastante atenção, pode nos tocar profundamente e levar a um ritmo diferente, qualquer pessoa pode ter essas sensações, só estar aberta, e isso vale para qualquer modalidade de arte.



Sobre o autor: Raul Campani é artista plástico pós-graduado em Gestão Cultural. Flerta com a música, gosta de filosofia, aficionado em genealogia e trabalha como economiário.YouTube|Facebook|Instagram

Comentários
5 Comentários

5 comentários:

  1. Oi Raul!

    ♪♫ Que bacana! A música é mesmo sublime! A arte em forma de som eleva a alma! Você escreve muito bem. A cultura, a música e a arte são transformadoras! Obrigada pela citação do meu blog, fiquei muito honrada! Admiro você, sua cultura e a forma como se expressa! ♪♫

    Abraço

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  2. Respostas
    1. Não ficou, mas se não quiser tentar novamente, obrigado pela visita.

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  3. Raul,

    A arte mexe sim comigo, a musica me faz voar longe.
    Apreciei muito de ouvir o vídeo indicado no seu texto.

    Boa tarde,

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