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domingo, 20 de março de 2011

Primeira Viagem ao Taiti

Terra deliciosa. Te nave nave fenua. 1892
Continuação de:

1 - Paul Gauguin, Fuga ou Encontro
2 - Gauguin, O Princípio de Uma Lenda
3 - Gauguin Começa a Pintar

Lá no Taiti, o entusiasmo dos primeiros momentos durou pouco. A morte do rei Pomaré V, alguns dias depois da chegada de Gauguin, é por ele profundamente sentida. "Houve muitas mudanças nas minhas coisas e nas minhas experiências. O rei morreu, o que foi para mim uma tragédia. Com ele, que gostava de mim, eu tinha tudo, dinheiro e estima..."

Depois de alguns meses deixa Papeete e vai estabelecer-se à beira-mar, a uns 20 km a oeste, em Paca. Alguns meses depois a Mataiea.


Em outubro, com consentimento e ajuda dos indígenas, Gaguin toma para si uma Vahiné, Teha'anana, que em Noa-Noa ele chamará de Tehura. Mas logo é perturbado por preocupações materiais. O dinheiro da França não chega. Além dos problemas financeiros vem também a doença e em março de 1892 Gauguin decide voltar a França. Vai a Papeete pedir à administração o seu repatriamento, mas lá encontra um capitão que lhe dá 400 francos por um quadro e pede-lhe o retrato da esposa. Renascem as esperanças e Gauguin desiste temporariamente da viagem.

Na Dinamarca é agora mais apreciado, pois sua esposa encontrou muitos compradores para os quadros que lhe havia mandado. Todavia durante muitos meses não lhe chega dinheiro. O dinheiro conseguido com a venda de seus quadros na Europa não chega ao Taiti.

Em março de 1893, o Ministro do interior responsabiliza-se pelas despesas de repatriamento de Gauguin.

Em 14 de junho deixa com melancolia a terra que em muitos aspectos o enriqueceu.

Desembarca em Marselha em 30 de agosto quase sem dinheiro. Os amigos Sérusier e Daniel de Monfreid tinham previsto esta situação e um vale de 250 francos esperava-o no correio.
Em setembro de 1893, chega a Paris. Graças à recomendação de Degas, Gauguin expõe em novembro na sua galeria.

Morre seu tio Isidoro e Gauguin lhe herda cerca de 9 mil francos. O dinheiro lhe permite preparar uma exposição de 44 pinturas da Bretanha e principalmente de Taiti. No prefácio Charles Morice analisa sua arte e evidencia o significado de suas inovações. Mas a imprensa e o público ficam divididos.
Os resultados financeiros não são brilhantes, mas no nível moral as vantagens são indubitáveis.
Instala-se num atelier na rua Vercingetorix. Os amigos de Gauguin encontravam-se neste atelier durante a noite.

Em 25 de março de 1894, de passagem por Concarneau, Gauguin briga com alguns marinheiros, por terem se engraçado com sua companheira Annah, a javanesa.

Annah, depois de ter rompido com Gauguin, vai antes dele ao seu estúdio e leva o que imagina ter algum valor. Gauguin pensa em partir outra vez.

Para financiar a partida organiza-se uma venda pública. Mas a venda não lhe deu muito dinheiro.
Chega a Papeete a 8 de setembro.

OBS: Continua em: Segunda Viagem ao Taiti
Referências: Clique aqui

Sobre o autor: Raul Campani é artista plástico pós-graduado em Gestão Cultural. Flerta com a música, gosta de filosofia, aficionado em genealogia e trabalha como economiário.YouTube|Facebook|Instagram

Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. Olá Raul!!!
    Prazer em conhecê-lo e obrigada pela sua visita!!! Seja sempre bem-vindo. Parabéns para nossa cidade que esta de aniversário!!!
    Bom fim de semana!!!
    Bia

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