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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Roberto Matta

Escutem Viver (1941), tela 0,75 x 0,95m
As obras de Matta revelam seu desejo de expressar as imagens do subconsciente através de metáforas visuais.

Roberto Sebastian Antonio Matta Echaurren nasceu no dia 11/11/1911 em Santiago do Chile. Se criou falando francês em casa e no colégio. Estudou arquitetura na Universidade Católica de Santiago.

Partiu para a Europa em 1933 e trabalhou um tempo no escritório de Le Corbusier em Paris.

Em 1934 conheceu Frederico Garcia Lorca na Espanha. Dois anos mais tarde conheceu Salvador Dalí, que lhe apresentou a André Breton. Impressionado pelos desenhos de Matta, Breton lhe convidou a entrar no grupo Surrealista em 1937. Começou a pintar nos anos seguintes, animado por Gordon Onslow Ford.

Conheceu Marcel Duchamp, que o influenciou a estabelecer-se em Nova York em 1939, fugindo da guerra, assim como muitos outros artistas e escritores europeus. Chegou a ser transmissor de idéias e informações entre os surrealistas franceses, exilados no nascente New York School, que incluía a William Baziotes, Arshile Gorky, Robert Motherwell e Jackson Pollock. A obra de Matta e sobretudo seu método automático tiveram muita influência entre os pintores estadunidenses. Sua primeira exposição individual se celebrou em 1940 na Julia Levy Gallery de Nova York. Em 1942 participou na exposição “Artistas no Exílio” na Pierre Matisse Gallery de Nova York, e na “Os primeiros documentos do Surrealismo” na Whitelay-Reid Mansion. Suas primeiras obras abstratas deixaram marcas em meados dos anos quarenta, com cenas de figuras que recordavam tanto insetos como homens transbordantes de sugestões eróticas.
Uma Situação Grave (1946) óleo sobre tela
Conforme Argan (1992), com Matta a pintura se reconverte em relato, mas o relato nasce da vitalidade intrínseca dos signos e desenvolve-se no dinamismo da ação pictórica. Os sígnos se tornam pequenos seres monstruosos, entre o homem e a máquina, e "atuam" na tela uma grotesca pantomima de ficção científica, cujo sentido profundo é a crítica, levada à paródia, da irracionalidade essencial da tecnologia moderna, em que a sociedade, sob a máscara da racionalidade científica, expressa as pulsações confusas e negativas de seu inconsciente.

Após o suicídio de Gorky em 1948, Roberto Matta voltou a Europa e rompeu com os surrealistas. Estabeleceu vínculos com Asger Jorn e os Situacionistas. Se estabeleceu em Paris em 1954. Realizou uma exposição individual no Museu de Arte Moderna de Nova York em 1957. Suas obras e suas atividades durante os anos sessenta e setenta refletiram cada vez mais seus sentimentos políticos. Viajou a Cuba, América do Sul, Egito e África nestes anos, e seus quadros representaram seres abstratos de proporções algumas vezes monumentais, que cometiam atos ritualizados e bélicos. Organizaram-se exposições retrospectivas de sua obra na Nationalgalerie, Berlin, 1970 e no Museu Nacional de Arte Moderna, Centre Georges Pompidou, Paris, 1985.

Viveu seus últimos anos na Itália, onde morreu no ano de 2002.

Referências:
SULLIVAN, Edward J. Madrid. Artistas Latino-Americanos del Siglo XX. Ed. Nerea, 1992.
ARGAN, Giulio C. Arte Moderna, SP: Martins Fontes, 1992.


Esta postagem é continuação de:
Xul Solar

Continua em: Rufino Tamayo

Sobre o autor: Raul Campani é artista plástico pós-graduado em Gestão Cultural. Flerta com a música, gosta de filosofia, aficionado em genealogia e trabalha como economiário.YouTube|Facebook|Instagram

Comentários
4 Comentários

4 comentários:

  1. Não conhecia esse pintor, tem pinturas muito
    bonitas. Gosto das cores.

    Beijos

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  2. Olha que representar o subconsciente de forma visual é tarefa impossivel. No entanto a pintura dele surpreendeu-me. Um génio que se deve conhecer muito bem.
    É um grande previlégio visistar estas informações.
    Gosto muito!
    beijo.

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  3. Olá Raul!!!

    Aprendi mais sobre a história da arte aqui no teu blog, realmente não conhecia quase nada sobre os Artistas Latino-Americanos, bem interessante o conteúdo e as obras de cada um.
    O filme "Meia Noite em Paris" é muito bom, bela fotografia e a história, lembrando e revivendo a época dos grandes escritores, achei bem melhor do que "Para Roma com Amor" mas ambos já valem à pena assistir pelas belas imagens, cultura e arquitetura para quem aprecia é claro!!!
    Bom fim de semana!!!
    Bjs :)

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  4. Gosto de biografias, gosto de Arte.
    Aprendo muito, vindo aqui e me encanto,
    vendo o Belo. Que vida tão rica a desse Matta.
    Conviveu co Lorca e tantos mais de grande importância.
    Fiz teatro e conheço um pouco de Lorco ( meu grupo encenou
    Bodas de Sangue e outras peças dele. De Dali, tenho um cópia
    da Santa Ceia, em minha sala de jantar.
    Tenho vindo aqui, mas nem sempre comento,Campani. Aprecio, mas conheço
    pouco Artes Plásticas, para opinar (só sei do que gosto, ou não rsrs).

    Um abraço

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